mostra estufa 26

  • 6 + 7 Novembro – Teatro Campo Alegre – TMP – Porto
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A Mostra Estufa surge, em 2018, de uma vontade conjunta da Erva Daninha e do Teatro Municipal do Porto em dar espaço a novas linguagens, estéticas e dramaturgias do circo contemporâneo. Um programa anual que procura germinar novas criações que aproximem o circo das correntes estéticas atuais. Para além da mostra aberta ao público, a Estufa oferece um conjunto de apoios à criação artística que contribuem para solidificar os projetos — financiamento, residências artísticas, comunicação, produção, formação, iluminação, vídeo, fotografia, técnica, entre outros. Em 2026, fecha um ciclo que conta com 9 edições e 27 novas criações de artistas de diferentes técnicas, perspetivas, origens, idades e géneros. Esta última edição conta com três olhares sobre o equilíbrio e manipulação de objetos:


NOCAUTE – INÊS PINHO

NOCAUTE acompanha duas presenças que partilham o mesmo espaço sem nunca se encontrarem diretamente. Entre ações que se completam à distância, revelam-se fragilidades, resistências e pequenas tentativas de aproximação. Num mundo exausto, observamos duas pessoas que tentam compreender o seu próprio estado, construindo uma procura silenciosa, na qual o cuidado surge como possibilidade.


EQUILÍBRIOS – PEDRO MATIAS

Equilíbrios é um projeto de circo contemporâneo, que aborda a própria disciplina de equilíbrios enquanto matéria de investigação. O projeto desenvolve-se através de um solo monodisciplinar, recorrendo à prática do rola-bola como forma de expressão. “O que é o equilíbrio?” é a pergunta que motiva este projeto. Dependendo da abordagem, o equilíbrio pode ser compreendido como uma negociação de forças entre extremidades. Apesar da sua estabilidade, é sempre circunstancial e a tensão é um elemento que está sempre inerente à sua existência. Este trabalho explora o conceito através da prática, procurando compreendê-lo para o reconhecer noutros contextos.


ALBATROZ – VASCO GOMES

Sismo de prata, uma derrocada de folhas brilhantes e, ao fundo, um albatroz que levanta voo. Uma experiência que reflete a construção do tempo. Um momento solitário de manipulação de materiais e matérias que acumulam o peso, o tempo e a renovação de ciclos. Tentar levantar voo com o peso de alguns anos, de algumas construções e derrocadas, de comemorações e alguns abraços. Levantar voo ao fundo!

Criação e interpretação  Vasco Gomes  | Acompanhamento 
Julieta Guimarães