Mostra Estufa 2020

20 (21h) e 21 (19h) Novembro 2020 – Teatro Campo Alegre

A Mostra Estufa surge em 2018 como um laboratório para novos criadores ou propostas emergentes que procurem novas linguagens, estéticas e dramaturgias do circo contemporâneo. Tal como uma Estufa, proporcionar as condições ideias para incubar a investigação de formas, conteúdos e experimentação técnica.

A edição de 2020 é composta por novos projetos que se apresentam aqui próximos da sua versão final ou mesmo em estreia absoluta. Três propostas que refletem uma busca por aproximar o circo contemporâneo aos discursos cénicos modernos. A forte relação com o movimento, a música e instalação plástica revelam uma tendência de multidisciplinariedade que integra o virtuosismo do circo em correntes estéticas atuais. A técnica fica ao serviço de um conceito, um pensamento, uma ideia. Uma vontade de dizer algo mais e de questionar o lugar das técnicas de circo numa dramaturgia contemporânea.


Entre-Lugar – Joana Martins

Há um balançar de um trapézio que se assemelha a um metrónomo. No silêncio, uma mulher vestida de branco, carrega um emaranhado de corda. Habita entre o céu e a terra, liga os dois pólos. É a linha do horizonte, o elemento Entre. A a que domínio pertence este corpo e que peso traz com ele?

© Pedro Figueiredo

Concepção, Interpretação, Espaço Cénico JOANA MARTINS
Música original tocada ao vivo ANDRÉ MARQUES
Fotografia JPEDRO MARTINS
Olhar externo MARIA da GUIA CARMO, RITA CARMO MARTINS
Apoio Estúdio 80 Pilates


Errance – Leonardo Ferreira

É a história de um ser que se aproxima com o que se define por uma figura masculina, vindo de uma frequência atípica e de um passado vivido à hora actual. O tempo desenrola‐se sobre si mesmo e a sua percepção não retém a ordem cronológica do termo. Errance, significa vaguear, trata-­‐se de uma trajectória parcialmente infinita, onde a renovação e a descoberta de um terceiro mundo, gravita numa atmosfera densa e hipnótica. O mastro como veículo de teletransportação permite aceder ao espaço. O acaso encontra-­‐se com o burlesco, uma presença subtil. Absurdas e trágicas consequências vêm degenerar a dança e o gesto acrobático, resultante de conflitos instaurados pelo diálogo entre o corpo e a matéria. Errance, a latência de uma frequência num vagueio, uma atmosfera flutuante num cosmos dramático.

Conceção, interpretação, espaço cénico LEONARDO FERREIRA


Fome de Lama – Douglas Melo

Fortemente inspirada pelo trabalho de Josué de Castro, ​Fome de Lama​ propõe-se explorar o equilíbrio interno e externo do Homem movido pela sua fome. Uma luta constante pela existência, como um animal faminto onde os instintos são os senhores da psique.Escrava, a mão do Homem procura vida afundando-se na lama. Nela é absorvido, preso no seu próprio ciclo de miséria e desespero, emaranhado de raízes da natureza e da sociedade que forma o mangue. Cercado e suspenso nas cordas, o Homem faminto morre.

Criação e interpretação DOUGLAS MELO
Cenografia TANIA CUNHA, DOUGLAS MELO
Sonoplastia HUGO SILVA também conhecido como The Bboy Wanna Be DJ
Vídeo/fotografia TANIA CUNHA


ESTUFA

Programação – JULIETA GUIMARÃES e VASCO GOMES

Vídeo e fotografia – ASHLEIGH GEORGIOU

Iluminação – PEDRO NABAIS

Produção – TERESA CAMARINHA


Duração Aproximada – 60min com 2 intervalos

Classificação etária – M12

Bilhete Conjunto – Bilheteira Teatro Municipal do Porto – info